— É... hum, espera só um minutinho — ele disse, apontando para a carteira. — Pega o meu cartão por favor, Flor?
Novamente ele ficou esperando a minha reação. Feliz, me inclinei, peguei o cartão de crédito da carteira e o entreguei a ele.
Travis disse os números à agente, erguendo o olhar para mim após cada grupo de números. Quando deu a data de validade do cartão e viu que eu não protestei, pressionou os lábios.
— Tá bom, senhora. A gente pega as passagens no balcão. Obrigado.
Ele me entregou o celular e o coloquei no criado-mudo, esperando que ele falasse algo.
— Você acabou de me pedir em casamento — ele disse, ainda esperando que eu admitisse que aquilo era algum tipo de jogo.
— Eu sei.
— Isso foi pra valer, viu? Acabei de comprar duas passagens pra Vegas, pro meio-dia amanhã. Então isso significa que a gente vai se casar amanhã à noite.
— Obrigada.
Ele estreitou os olhos.
— Você vai ser a Sra. Maddox quando as aulas voltarem na segunda-feira.
— Ah — eu disse, olhando ao redor.
Travis ergueu uma sobrancelha.
— Pensando melhor?
— Vou ter uma boa quantidade de documentos pra alterar na semana que vem.
Ele assentiu lentamente, com uma esperança cautelosa.
— Você vai casar comigo amanhã?
Sorri.
— Ham-ham.
— Está falando sério?
— Estou.
— Eu te amo pra cacete! — Ele agarrou meu rosto, descendo os lábios nos meus. — Eu te amo tanto, Beija-Flor — disse, me beijando sem parar.
— Só lembra disso daqui a cinquenta anos, quando eu ainda estiver detonando você no pôquer — falei, em meio a risadinhas.
Ele sorriu, triunfante.
— Se isso for sinônimo de sessenta ou setenta anos com você, baby... você tem minha permissão para fazer o seu pior.
Ergui uma sobrancelha.
— Você vai se arrepender.
—Aposto que não.
Belo Desastre.
Sabe, esse livro me deixou apaixonada desde o primeiro capitulo...
Não foi algo aos poucos, foi de uma só vez.
Eu vi muita coisa em comum, vi muita coisa que quero ter..
Imaginei muitas situações parecidas, outras na qual eu mataria ele, outras na qual eu achei exagero dela, mas no fim tudo ocorreu como deveria ocorrer.. eu ri, eu chorei, eu me angustiei... e me desesperei muitas vezes... ushshushushushush mas eu digo, valeu a pena cada pagina virada, cada pontadinha no coração de iiii...
...
Perfeito.
9 de outubro de 2013
...
Ele ficou quieto por um longo tempo e, bem quando abri a boca para falar, respirou fundo.
— Eu não fico com medo com frequência — ele disse por fim. — Fiquei com medo naquela manhã, quando acordei e você não estava aqui. Fiquei com medo quando você me largou depois de Las Vegas. Fiquei com medo quando achei que ia ter que contar pro meu pai que o Trent tinha morrido no incêndio. Mas, quando te vi através das chamas no porão... eu fiquei apavorado. Eu consegui chegar até a porta, estava a menos de um metro da saída, mas não consegui sair.
— Como assim? Está maluco? — falei, virando a cabeça para olhar em seus olhos.
— Nunca estive tão lúcido na vida. Eu me virei, encontrei o caminho até aquela sala, e você estava lá. Nada mais importava. Eu não sabia se a gente ia conseguir sair dali vivos ou não. Eu só queria estar onde você estivesse, não importa o que isso significasse. A única coisa que eu tenho medo é de viver sem você, Beija-Flor.
Eu me inclinei e beijei seus lábios com ternura. Quando nossa boca se separou, eu sorri.
— Então você não precisa ter medo de mais nada. Nós estamos juntos para sempre.
Ele suspirou.
— Eu faria tudo de novo, sabia? Não mudaria um segundo da nossa história se significasse que estaríamos aqui, agora, neste momento.
Senti os olhos pesados e inspirei fundo. Meus pulmões doíam, ainda ardendo por causa da fumaça. Tossi um pouco e depois relaxei, sentindo os lábios mornos de Travis na minha testa. Ele deslizou as mãos pelos meus cabelos úmidos, e pude ouvir as batidas regulares de seu coração.
— É isso —ele disse, com um suspiro.
— O quê?
— O momento. Quando observo você dormindo... aquela paz no seu rosto. É isso. Eu nunca mais tinha sentido isso desde que minha mãe morreu, mas agora posso sentir de novo. — Ele respirou fundo e me puxou para perto. — Eu sabia, no segundo em que te conheci, que havia algo em você que eu precisava. Acabou que não era algo em você. Era simplesmente você.
O canto da minha boca se ergueu enquanto eu enterrava o rosto em seu peito.
— Somos nós, Trav. Nada faz sentido se no estivermos juntos. Você percebeu isso?
— Se percebi? Faz um ano que eu te falo isso! — ele disse, me provocando. — É oficial. Mulheres, lutas, términos, Parker, Vegas... incêndios... Nosso relacionamento pode aguentar qualquer coisa.
Ergui a cabeça mais uma vez, notando o contentamento em seus olhos enquanto ele olhava para mim. Parecia a paz que eu tinha visto em seu rosto depois que perdi a aposta e tive que ficar com ele no apartamento, quando eu disse que o amava pela primeira vez, e na manhã depois da festa do Dia dos Namorados. Era parecido, mas diferente. Agora era um sentimento absoluto, permanente. A esperança cautelosa tinha desaparecido dos olhos de Travis, substituída pela confiança incondicional.
E eu só reconheci isso porque seus olhos refletiam o que eu mesma estava sentindo.
— Las Vegas — falei.
Ele franziu a testa, incerto em relação a aonde eu queria chegar.
— O que tem?
— Você já pensou em voltar lá?
As sobrancelhas dele se ergueram.
— Não acho uma boa ideia.
— E se fosse só por uma noite?
Ele olhou em volta, confuso, no quarto escuro.
— Uma noite?
— Casa comigo — falei sem hesitar.
Fiquei surpresa com a facilidade e a rapidez com que as palavras saíram. Sua boca se abriu em um largo sorriso.
— Quando?
Belo Desastre.
Me doi ver que são as paginas finais.. mas ao que indica, livro perfeito, final perfeito.
...
— Você dormiu?
— Eu... não consegui. Eu não queria... — a voz falhou.
Beijei a testa dele.
— Seja o que for, a gente vai resolver, tá? Por que você não dorme um pouco? Vamos pensar nisso quando você acordar.
Ele ergueu a cabeça e analisou meu rosto. Vi desconfiança e esperança em seus olhos.
— O que você quer dizer? Que a gente vai resolver, seja lá o que for? Franzi as sobrancelhas, confusa. Eu não podia imaginar o que tinha acontecido enquanto eu estava dormindo que o teria deixado tão agoniado.
— Eu não sei o que está acontecendo, mas estou aqui.
— Você está aqui? Você vai ficar aqui? Comigo?
Eu sabia que minha expressão era ridícula, mas minha cabeça estava girando por causa do álcool e das perguntas bizarras do Travis.
— Vou. Achei que a gente tinha discutido isso ontem à noite, não?
— Discutimos sim — ele assentiu, encorajado.
Olhei a esmo pelo quarto, pensando. As paredes não estavam mais vazias como quando tínhamos nos conhecido. Estavam cheias de bugigangas de lugares onde havíamos passado algum tempo juntos, e a tinta branca era interrompida por molduras negras contendo fotos minhas, do Totó e de nosso grupo de amigos. Uma moldura maior com uma foto de nós dois na minha festa de aniversário estava no lugar do sombreiro que antes ficava pendurado por um prego sobre a cabeceira da cama.
Estreitei os olhos na direção dele.
— Você achou que eu ia acordar brava com você, não é? Achou que eu ia embora?
Ele deu de ombros, numa fracassada tentativa de demonstrar a indiferença que antes lhe era tão natural.
— Você é famosa por isso.
— É por isso que você está tão perturbado? Você ficou acordado a noite toda se preocupando com o que ia acontecer quando eu acordasse?
Ele se mexeu, como se suas próximas palavras fossem difíceis de dizer.
— Eu não queria que a noite passada acontecesse daquele jeito. Eu estava meio bêbado, fiquei te perseguindo na festa como um maníaco, depois te arrastei pra cá contra a sua vontade... e aí a gente... — Ele balançou a cabeça, claramente atormentado com as lembranças que desfilavam em sua mente.
— Transou e fez melhor sexo da minha vida? — sorri, apertando a mão dele.
Travis deu risada uma vez, e a tensão em torno de seus olhos foi se derretendo lentamente.
— Então estamos bem?
Eu o beijei, pegando o rosto dele com ternura.
— Estamos, bobão. Eu prometi, não foi? Eu te falei tudo que você queria ouvir, a gente voltou a namorar, e nem assim você fica feliz?
Seu rosto se comprimiu em torno do sorriso.
— Travis, para. Eu te amo — falei, alisando as linhas de preocupação que se formavam em volta de seus olhos. — Esse impasse absurdo podia ter acabado no feriado de Ação de Graças, mas...
— Espera... o quê? — ele me interrompeu, recuando.
— Eu estava pronta para ceder no Dia de Ação de Graças, mas você disse que estava cansado de tentar me fazer feliz, e fui muito orgulhosa pra te dizer que te queria de volta.
— Você está me zoando, só pode. Eu estava tentando tornar as coisas mais fáceis pra você! Você tem ideia de como fiquei triste todo esse tempo?
Franzi a testa.
— Você parecia muito bem depois das férias.
—Aquilo foi por você! Eu tinha medo de te perder se não fingisse que estava de boa com o fato de sermos amigos. Eu podia ter ficado com você esse tempo todo? Que merda, Beija-Flor!
— Eu... — Eu não tinha como discutir; ele estava certo. Eu tinha feito com que nós dois sofrêssemos, e não tinha desculpa para isso. — Eu sinto muito.
—Você sente muito? Droga, eu quase me matei de tanto beber. Eu mal conseguia sair da cama, estilhacei meu celular em um milhão de pedaços na véspera do Ano Novo pra não te ligar... e você sente muito?
Mordi o lábio e assenti, envergonhada. Eu não fazia ideia de que ele tinha passado por tudo aquilo, e ouvir aquelas palavras fez com que eu sentisse um aperto no peito.
— Me desculpa, por favor.
— Tudo bem, está desculpada — ele disse, com um largo sorriso. — Mas nunca mais faça isso de novo.
— Não vou fazer. Prometo.
Num lampejo, a covinha dele apareceu, e ele balançou a cabeça.
— Porra, como eu te amo.
Belo Desastre.
O blog é meu e eu postarei as partes que mais me arrupiam.. claro que outras não pq né? USHuHSuhSUhUShuHS censura! ;x
8 de outubro de 2013
...
— Ele te beijou?
— Beijou — suspirei, irritada.
Ele fechou os olhos bem apertados.
— Aconteceu mais alguma coisa?
— Não é da sua conta! — falei, abrindo a porta com tudo. Travis a fechou e se pôs no meu caminho, com uma expressão arrependida.
— Eu preciso saber.
— Não, não precisa! Sai da frente, Travis!
— Beija-Flor...
— Você acha que, porque eu não sou mais virgem, vou sair trepando com qualquer um que me quiser? Valeu! — falei, empurrando-o.
— Eu não disse isso, droga! É pedir demais querer ter um pouco de paz de espírito?
— E por que você teria paz de espírito se soubesse se transei ou não com o Parker?
— Como você pode não saber? É óbvio pra todo mundo, menos pra você! — disse ele, exasperado.
— Então acho que eu sou uma imbecil. É uma atrás da outra com você essa noite, Trav — falei, esticando a mão em direção à maçaneta.
Ele me segurou pelos ombros.
— O que eu sinto por você... é muito louco.
— Na parte da loucura você está certo — retruquei, me afastando.
— Eu fiquei treinando isso na minha cabeça o tempo todo em que estávamos na moto, então me ouve... — disse ele.
— Travis...
— Eu sei que a gente tem problemas, tá? Sou impulsivo, esquentado, e você me faz perder a cabeça como ninguém. Num minuto você age como se me odiasse, e no seguinte como se precisasse de mim. Eu nunca faço nada direito, eu não te mereço... mas, porra, Abby, eu te amo. Eu te amo mais do que jamais amei alguém ou alguma coisa em toda a minha vida. Quando você está por perto, não preciso de bebida, nem de dinheiro, nem de luta, nem de transas sem compromisso... eu só preciso de você. Eu só penso em você. Eu só sonho com você. Eu só quero você.
Meu plano de fingir que ignorava tudo aquilo foi um fracasso épico. Eu não poderia fingir indiferença quando ele tinha acabado de colocar todas as cartas na mesa. No momento em que nos conhecemos, algo dentro de nós dois mudou e, o que quer que tenha sido, fez com que precisássemos um do outro. Por motivos que eu não conhecia, eu era a exceção na vida dele, e, por mais que eu tentasse lutar contra os meus sentimentos, ele era a minha.
Ele balançou a cabeça, pegou o meu rosto com ambas as mãos e olhou dentro dos meus olhos.
—Você transou com ele?
Belo Desastre.
...
...
— Você está bonita. Se divertiu?
—Hum... sim, obrigada — falei distraída. — O que você está fazendo aqui?
Ele apertou o acelerador, e o motor roncou.
— Eu ia dar uma volta para clarear as ideias. Quero que você venha comigo.
—Está frio, Trav.
—Você quer que eu vá buscar o carro do Shep?
—A gente vai jogar boliche amanhã. Você não pode esperar até lá?
—Passei de ficar com você todos os segundos do dia a te ver durante dez minutos, se tiver sorte.
Sorri e balancei a cabeça.
—Só se passaram dois dias, Trav.
—Estou com saudades. Senta aí e vamos.
Eu não tinha como discutir. Tinha saudades dele também. Mais do que eu jamais admitiria. Fechei até em cima o zíper da jaqueta e subi na garupa da moto, deslizando os dedos pelos passadores de sua calça jeans. Travis puxou meus pulsos até seu peito e os cruzou. Assim que se convenceu de que eu estava me segurando nele bem apertado, saiu com a moto em alta velocidade.
Descansei o rosto nas costas dele e fechei os olhos, respirando seu perfume, que me fazia lembrar de seu apartamento, de seus lençóis e do cheiro dele quando andava pela casa com uma toalha em volta da cintura. A cidade passava por nós como um borrão, e eu não me importava com a velocidade com que ele estava guiando a moto nem com o vento frio que me chicoteava a pele; eu não estava nem prestando atenção para onde estávamos indo. A única coisa em que eu conseguia pensar era no corpo dele encostado no meu. Não tínhamos destino nem agenda, e vagamos pelas ruas até bem depois de terem sido abandonadas por todo mundo, menos nós dois.
Travis parou em um posto de gasolina.
— Você quer alguma coisa? — ele me perguntou.
Fiz que não com a cabeça, descendo da moto para esticar as pernas.
Ele ficou me observando enquanto eu passava os dedos nos cabelos para penteá-los e desfazer os nós, depois sorriu.
— Para com isso, você está linda.
— Só se for para aparecerem um clipe de rock dos anos 80 — falei. Ele deu risada e depois bocejou, espantando as mariposas que zumbiam em volta dele. A pistola da mangueira de gasolina fez um clique, soando mais alto do que deveria na noite silenciosa. Parecíamos as duas únicas pessoas na face da terra.
Peguei o celular para ver o horário.
— Meu Deus, Trav. São três da manhã.
— Você quer voltar? — ele me perguntou, com uma sombra de decepção no rosto.
Pressionei os lábios.
— É melhor.
— Ainda vamos jogar boliche hoje à noite?
— Eu disse que vamos.
— E você ainda vai comigo na festa da Sig Tau que vai rolar daqui a algumas semanas, né?
— Você está insinuando que eu não cumpro minhas promessas? Acho isso um pouco ofensivo.
Ele puxou a mangueira de gasolina do tanque da moto e prendeu-a na base.
— Eu só não sei mais o que você vai fazer.
Belo Desastre
...
A cada pagina que eu viro,
sinto meu coração se apertar mais e mais...
Nunca me senti tão assim com um livro...
Não sei explicar... mas é como se eu estivesse vivendo isso... ao menos algumas coisas, e outras penso, queria isso... sabe... é dificil explicar... mas na minha cabeça tudo faz sentindo... e eu realmente me entendo.
E eu fico rindo. De fato tem coisas que eu realmente queria... aos poucos tenho.
—Hum... sim, obrigada — falei distraída. — O que você está fazendo aqui?
Ele apertou o acelerador, e o motor roncou.
— Eu ia dar uma volta para clarear as ideias. Quero que você venha comigo.
—Está frio, Trav.
—Você quer que eu vá buscar o carro do Shep?
—A gente vai jogar boliche amanhã. Você não pode esperar até lá?
—Passei de ficar com você todos os segundos do dia a te ver durante dez minutos, se tiver sorte.
Sorri e balancei a cabeça.
—Só se passaram dois dias, Trav.
—Estou com saudades. Senta aí e vamos.
Eu não tinha como discutir. Tinha saudades dele também. Mais do que eu jamais admitiria. Fechei até em cima o zíper da jaqueta e subi na garupa da moto, deslizando os dedos pelos passadores de sua calça jeans. Travis puxou meus pulsos até seu peito e os cruzou. Assim que se convenceu de que eu estava me segurando nele bem apertado, saiu com a moto em alta velocidade.
Descansei o rosto nas costas dele e fechei os olhos, respirando seu perfume, que me fazia lembrar de seu apartamento, de seus lençóis e do cheiro dele quando andava pela casa com uma toalha em volta da cintura. A cidade passava por nós como um borrão, e eu não me importava com a velocidade com que ele estava guiando a moto nem com o vento frio que me chicoteava a pele; eu não estava nem prestando atenção para onde estávamos indo. A única coisa em que eu conseguia pensar era no corpo dele encostado no meu. Não tínhamos destino nem agenda, e vagamos pelas ruas até bem depois de terem sido abandonadas por todo mundo, menos nós dois.
Travis parou em um posto de gasolina.
— Você quer alguma coisa? — ele me perguntou.
Fiz que não com a cabeça, descendo da moto para esticar as pernas.
Ele ficou me observando enquanto eu passava os dedos nos cabelos para penteá-los e desfazer os nós, depois sorriu.
— Para com isso, você está linda.
— Só se for para aparecerem um clipe de rock dos anos 80 — falei. Ele deu risada e depois bocejou, espantando as mariposas que zumbiam em volta dele. A pistola da mangueira de gasolina fez um clique, soando mais alto do que deveria na noite silenciosa. Parecíamos as duas únicas pessoas na face da terra.
Peguei o celular para ver o horário.
— Meu Deus, Trav. São três da manhã.
— Você quer voltar? — ele me perguntou, com uma sombra de decepção no rosto.
Pressionei os lábios.
— É melhor.
— Ainda vamos jogar boliche hoje à noite?
— Eu disse que vamos.
— E você ainda vai comigo na festa da Sig Tau que vai rolar daqui a algumas semanas, né?
— Você está insinuando que eu não cumpro minhas promessas? Acho isso um pouco ofensivo.
Ele puxou a mangueira de gasolina do tanque da moto e prendeu-a na base.
— Eu só não sei mais o que você vai fazer.
Belo Desastre
...
A cada pagina que eu viro,
sinto meu coração se apertar mais e mais...
Nunca me senti tão assim com um livro...
Não sei explicar... mas é como se eu estivesse vivendo isso... ao menos algumas coisas, e outras penso, queria isso... sabe... é dificil explicar... mas na minha cabeça tudo faz sentindo... e eu realmente me entendo.
E eu fico rindo. De fato tem coisas que eu realmente queria... aos poucos tenho.
7 de outubro de 2013
...
— Obrigada por ficar comigo na noite passada — falei, acariciando os pelos macios do Totó. — Você não precisava dormir no chão do banheiro.
— A noite passada foi uma das melhores da minha vida.
Eu me virei para ver a expressão dele. Quando vi que estava falando sério, lancei lhe um olhar dúbio.
— Dormir entre a privada e a banheira no chão frio com uma imbecil vomitando foi uma de suas melhores noites? Isso é triste, Trav.
— Não, te fazer companhia quando você estava mal e ter você dormindo no meu colo foi uma das minhas melhores noites. Não foi confortável, não dormi merda nenhuma, mas passei seu aniversário de dezenove anos com você. E você é bem meiga quando está bêbada.
— Tenho certeza que eu estava muito charmosa vomitando.
Ele me puxou para perto, dando uns tapinhas de leve no Totó, que estava aninhado no meu pescoço.
— Você é a única mulher que conheço que continua linda mesmo com a cabeça dentro da privada. Acho que isso diz algo sobre você.
— Obrigada, Trav. Não vou fazer você bancar minha babá de novo. Ele se apoiou no travesseiro.
— Não tem problema. Ninguém segura seus cabelos para trás como eu.
Dei uma risadinha e fechei os olhos, me deixando afundar na escuridão.
Belo Desastre.
A cada página que eu leio, me arrupio mais.. hahahaha
Que livro perfeito.
— A noite passada foi uma das melhores da minha vida.
Eu me virei para ver a expressão dele. Quando vi que estava falando sério, lancei lhe um olhar dúbio.
— Dormir entre a privada e a banheira no chão frio com uma imbecil vomitando foi uma de suas melhores noites? Isso é triste, Trav.
— Não, te fazer companhia quando você estava mal e ter você dormindo no meu colo foi uma das minhas melhores noites. Não foi confortável, não dormi merda nenhuma, mas passei seu aniversário de dezenove anos com você. E você é bem meiga quando está bêbada.
— Tenho certeza que eu estava muito charmosa vomitando.
Ele me puxou para perto, dando uns tapinhas de leve no Totó, que estava aninhado no meu pescoço.
— Você é a única mulher que conheço que continua linda mesmo com a cabeça dentro da privada. Acho que isso diz algo sobre você.
— Obrigada, Trav. Não vou fazer você bancar minha babá de novo. Ele se apoiou no travesseiro.
— Não tem problema. Ninguém segura seus cabelos para trás como eu.
Dei uma risadinha e fechei os olhos, me deixando afundar na escuridão.
Belo Desastre.
A cada página que eu leio, me arrupio mais.. hahahaha
Que livro perfeito.
2 de outubro de 2013
Aaaaah
Fomos atrás de América e Shepley até o carro, e, quando Travis tentou me segurar pela mão para me guiar pelo estacionamento, eu a puxei com força.
Ele se virou e parei, curvando me para trás quando seu rosto ficou a poucos centímetros do meu.
— Eu devia beijar você e acabar logo com isso! — ele gritou. — Você está sendo ridícula! Beijei seu pescoço, e daí?
Eu podia sentir o cheiro de cerveja e cigarro no hálito dele e o afastei.
— Não sou sua amiguinha de trepada, Travis.
Ele balançou a cabeça, sem acreditar no que tinha acabado de ouvir.
— Eu nunca disse que você era! Você está perto de mim vinte e quatro horas por dia, dorme na minha cama, mas, na metade desse tempo, age como se não quisesse ser vista comigo!
— Eu vim até aqui com você!
— Eu só te trato com respeito, Flor.
Mantive minha linha de defesa.
— Não, você só me trata como se eu fosse sua propriedade. Você não tinha o direito de espantar o Ethan daquele jeito!
— Você sabe quem é esse Ethan? — ele me perguntou. Quando balancei a cabeça em negativa, ele se inclinou mais um pouco, aproximando-se ainda.
— Pois eu sei. Ele foi preso no ano passado acusado de abuso sexual, só que retiraram a queixa.
Cruzei os braços.
— Ah, então vocês têm algo em comum?
Travis apertou os olhos, e os músculos de seu maxilar se contorceram sob a pele.
— Você está me chamando de estuprador? — ele disse, em um tom baixo e cheio de frieza.
Pressionei os lábios, com mais raiva ainda por ele estar certo. Eu tinha ido longe demais.
— Não, só estou irritada com você!
— Eu bebi, ok? Sua pele estava a centímetros da minha boca, você é linda e seu cheiro é incrível quando você fica suada. Eu te beijei! Me desculpa! Esquece!
O pedido de desculpas fez com que os cantos da minha boca se voltassem para cima.
— Você me acha linda?
Ele franziu a testa, indignado.
— Você é muito bonita e sabe disso. Por que está sorrindo?
Tentei disfarçar meu divertimento, inutilmente.
— Por nada. Vamos embora.
Travis balançou a cabeça.
— O que...? Você...? Você é um pé no saco! — ele gritou, me fuzilando com o olhar.
Eu não conseguia parar de sorrir, e, depois de alguns segundos, ele fez o mesmo. Balançou a cabeça de novo e enganchou o braço em volta do meu pescoço.
— Você está me deixando maluco. Você sabe disso, não sabe?
Belo Desastre
Sabe quando você não consegue parar de ler? E fica sorrindo, e se imaginando na situação.. e rindo mais ainda quando algumas coisas são tipo uau? hahahahaha pois eu leio RINDO, sorrindo, fazendo caras e bocas..
1 de outubro de 2013
s2
Ele ergueu minha bagagem do chão.
- Você não vai dormir aí na cadeira nem no sofá. Vai dormir na minha cama.
- Que deve ser ainda menos higiênica do que o sofá com certeza.
- Nunca levei ninguém para a minha cama.
Revirei os olhos.
- Dá um tempo!
- Estou falando sério. Eu trepo com elas no sofá. Não deixo que entrem no meu quarto.
- Então porque eu posso ficar na tua cama?
Ele ergueu o canto da boca em um sorriso malicioso.
- Esta planejando transar comigo hoje a noite?
- Não!
- Eis o porquê. Agora levante o rabo mal-humorado daí, vá tomar um banho quente e depois vamos estudar um pouco de biologia.
Belo Desastre.
Só digo...
Estou amandoooooo...
e é assim... MUITO!!!
- Você não vai dormir aí na cadeira nem no sofá. Vai dormir na minha cama.
- Que deve ser ainda menos higiênica do que o sofá com certeza.
- Nunca levei ninguém para a minha cama.
Revirei os olhos.
- Dá um tempo!
- Estou falando sério. Eu trepo com elas no sofá. Não deixo que entrem no meu quarto.
- Então porque eu posso ficar na tua cama?
Ele ergueu o canto da boca em um sorriso malicioso.
- Esta planejando transar comigo hoje a noite?
- Não!
- Eis o porquê. Agora levante o rabo mal-humorado daí, vá tomar um banho quente e depois vamos estudar um pouco de biologia.
Belo Desastre.
Só digo...
Estou amandoooooo...
e é assim... MUITO!!!
Assinar:
Postagens (Atom)







