Tem um momento mágico no dia que acontece entre o seu primeiro abrir dos olhos, confuso e perdido, e a primeira vez que você vê a pessoa amada deitada ao lado, que te faz sentir segurança e calma. Leva segundos, esse intervalo entre acordar e perceber que não se está sozinho, mas é durante ele que todos os sinos congelam no ar, que todas as engrenagens param de ranger, que todos os pássaros fecham seus bicos, porque é durante esse silêncio misterioso e intenso que percebemos a sorte de ter alguém pra dividir uma vida, ou um pedaço dela, que seja, dormindo ao seu lado. É um micro-momento mágico, um dos muitos que só existem nos dias de quem escolhe ter coragem de gostar e ficar com alguém em um relacionamento honesto, verdadeiro e de extrema parceria.
Você já deve ter vivido esse momento alguma vez na sua vida, caso tenha se deixado dominar pelo desejo de viver mais e mais dias ao lado da mesma pessoa. Mas o que acontece é que cada vez menos gente tem a chance de sentir o sabor da alegria em forma de vida boa, a dois, todo dia. É que sexo é bom, todo mundo gosta, e o pessoal quer variar, descobrir, comparar e ideias geniais como o Tinder ou o Viber, por exemplo, permitem que todo mundo possa transar muito, gozar muito, descobrir muito e passar muitos dias acordando com pessoas novas na cama. É claro que tudo isso é bem legal e esse texto não tem nada a ver com “deixe de ser solteiro”, ok? Esse texto é, simplesmente, sobre o outro lado, o lado de quem quer namorar mesmo, estar “em um relacionamento sério” com alguém, ou qualquer outro rótulo que exista. Em tempos de Tinder, para ficar com uma pessoa só é preciso coragem!
A coragem se faz necessária, em primeiro lugar, para a própria pessoa, que decide abrir mão daquela agitação e fartura para uma vida diferente, o mesmo beijo, o mesmo corpo, o mesmo sexo, o mesmo olhar. Tem gente que não aguenta, é verdade, e ninguém pode julgar, mas quem sai da vida de solteiro na bagunça para entrar numa relação, mesmo que extremamente apaixonado, acaba pensando, vez ou outra, se vai aguentar segurar a onda quando tiver a primeira briga, quando o ânimo não estiver tão contagiante e quando se deparar com um fatal domingo tedioso em casa. Não é um sacrifício enorme viver com uma pessoa só, na verdade é até bem simples, mas largar a loucura pra se jogar nesse mar de estabilidade exige coragem!
A outra coragem vem por parte da confiança mútua. Muita gente fica pensando sobre a vida que o outro deixou pra trás e isso corrói por dentro. Será que ele sente falta de ficar com as meninas da balada? Será que ela não sente vontade de ficar com outros caras? Será que ele fica só comigo? Será que ela ainda usa o Tinder de vez em quando? E por aí vai. Estar em uma relação a dois é se jogar num mundo negro e cego de confiança e cumplicidade porque em 90% das vezes que criamos uma neura na nossa cabeça jamais saberemos a resposta real. Tem que ter coragem pra acreditar e seguir em frente. Para dar espaço, confiar que o outro também tem uma vida particular, amigos, compromissos, horários e isso não diz respeito a você e também não significa que vai terminar em traição. Viver a dois e confiar na relação exige coragem, muita coragem!
Mas depois que você conhece todas as dúvidas, todos os medos, todas as inseguranças, começa a perceber que a turbulência vai passando e é quando os micro-momentos mágicos começam a aparecer. A alegria de dividir uma conquista pessoal primeiro com o outro, de vibrar pelo sucesso do outro ou de simplesmente rirem da vida juntos começa a cobrir os medos e as neuras. De repente vocês perceberam que têm hábitos coletivos particulares, como ir ao cinema sempre que tem uma estréia nova, dividir impressões sobre autores preferidos e desenvolver habilidades em dupla, como cozinhar, tocar um instrumento ou praticar um esporte novo. Então entram em cena os amigos em comum, os amigos novos, os amigos dos amigos novos e, de repente, a sua vida a dois se tornou uma rede de momentos importantes e simples que fazem a nossa existência ter sentido. Existem pequenas mágicas diárias acontecendo na vida a dois de muitos casais, mas para chegar a esse estágio, é preciso coragem: coragem para deixar de ser um e se tornar dois!
Casal Sem Vergonha (sim porque eu amuuuu o Casal Sem Vergonha) - Daniel Braz
Eu sinceramente acredito que sou uma pessoa que tenha muita coragem.
Okey, por anos eu sempre fui a pessoa que rejeitava relacionamentos, e falava: Nah.. isso não é pra mim de jeito nenhum. Hummm.. sempre me vi sozinha, no meu canto... e parecia ser bem certo. Mas o tempo passa, e você percebe tantas outras coisas.
Percebi que nem todos os casais são freaks. Que nem todos os caras são babacas, e que tem mulheres nada mimimizentas. São pessoas raras, mas que podem se encontrar, e as que se encontraram são as que eu admiro demais. E falo, meo dels eles são ótimos juntos.
Mas pra isso, eles tiveram coragem.
Eu tive coragem muitas vezes para tentar ter relacionamentos, maaas, confesso... nunca me imaginei morando junto.. tendo uma vida junto, ou algo do tipo. Nah, mentira.. recentemente me imaginei fazendo isso. Mas olha só.. depois de tantos, apenas recentemente eu tive certeza disso...
É aquilo, sempre fui namorada do fim de semana, a minha semana eu passava comigo.
No máximo íamos no cinema...
Não é que eu não tenha coragem, pelo contrário... sou exatamente aquela guria que curte relacionamentos... demorei pra gostar, acho que só fui gostar de ter um relacionamento depois que namorei o japa. Acho que nunca tive um namoro tão amigo quanto o que eu tive com ele... brigamos 1x durante os 1 ano e 6 meses de namoro, eramos pessoas simples, vivendo a vida de forma simples, e depois dele.. por mais que ele não acreditasse no felizes para sempre.. E SIM ele tinha muitos motivos para isso por conta de muita coisa... mas por conta do que eu tive com ele, eu lembro de ter dito, er.. agora eu acredito no felizes para sempre. Duh claro que não com ele, afinal hoje em dia eu vejo o tanto que temos coisas que de fato não daria muito certo, não sei explicar, mas depois que eu conheci uma pessoa que tem tantas afinidades comigo, é que de fato a ficha cai em relação a tantas outras coisas/pessoas (tá que essa pessoas anda meio palosa, ignorando e fazendo puff).Enfim, e também hoje em dia eu e o japa seguimos caminhos bem distantes, e sim somos pessoas bem diferentes... O tempo e as companhias nos mudam demais. Quessô!
Bem... acredite, eu era a pessoa mais contra relacionamento... tinha casos de meses, sim, mas pulava fora no primeiro momento que notava que estava virando um relacionamento.
Nunca fui de sair por ai pegando geral, sempre fui de ter um cara por muito tempo.
Até que aos 19 anos mudei... e percebi, sim sou uma garota de relacionamentos.
Bem, mas confesso não tive muita sorte na hora de escolher os meus parceiros coops para le vida.
Mas uma coisa é fato, eu percebi o tanto que eu consigo lutar pelo o que eu acho que vale a pena.
E sim eu tenho coragem para um relacionamento.
Sim, eu luto por alguém que vale a pena.
E não é porque eu não estou presente, que é porque eu desisti.
Só estou não falando nada, e observando.