8 de outubro de 2013

...

— Você está bonita. Se divertiu?
—Hum... sim, obrigada — falei distraída. — O que você está fazendo aqui?
Ele apertou o acelerador, e o motor roncou.
— Eu ia dar uma volta para clarear as ideias. Quero que você venha comigo.
—Está frio, Trav.
—Você quer que eu vá buscar o carro do Shep?
—A gente vai jogar boliche amanhã. Você não pode esperar até lá?
—Passei de ficar com você todos os segundos do dia a te ver durante dez minutos, se tiver sorte.
Sorri e balancei a cabeça.
—Só se passaram dois dias, Trav.
—Estou com saudades. Senta aí e vamos.
Eu não tinha como discutir. Tinha saudades dele também. Mais do que eu jamais admitiria. Fechei até em cima o zíper da jaqueta e subi na garupa da moto, deslizando os dedos pelos passadores de sua calça jeans. Travis puxou meus pulsos até seu peito e os cruzou. Assim que se convenceu de que eu estava me segurando nele bem apertado, saiu com a moto em alta velocidade.
Descansei o rosto nas costas dele e fechei os olhos, respirando seu perfume, que me fazia lembrar de seu apartamento, de seus lençóis e do cheiro dele quando andava pela casa com uma toalha em volta da cintura. A cidade passava por nós como um borrão, e eu não me importava com a velocidade com que ele estava guiando a moto nem com o vento frio que me chicoteava a pele; eu não estava nem prestando atenção para onde estávamos indo. A única coisa em que eu conseguia pensar era no corpo dele encostado no meu. Não tínhamos destino nem agenda, e vagamos pelas ruas até bem depois de terem sido abandonadas por todo mundo, menos nós dois.
Travis parou em um posto de gasolina.
— Você quer alguma coisa? — ele me perguntou.
Fiz que não com a cabeça, descendo da moto para esticar as pernas.
Ele ficou me observando enquanto eu passava os dedos nos cabelos para penteá-los e desfazer os nós, depois sorriu.
— Para com isso, você está linda.
— Só se for para aparecerem um clipe de rock dos anos 80 — falei. Ele deu risada e depois bocejou, espantando as mariposas que zumbiam em volta dele. A pistola da mangueira de gasolina fez um clique, soando mais alto do que deveria na noite silenciosa. Parecíamos as duas únicas pessoas na face da terra.
Peguei o celular para ver o horário.
— Meu Deus, Trav. São três da manhã.
— Você quer voltar? — ele me perguntou, com uma sombra de decepção no rosto.
Pressionei os lábios.
— É melhor.
— Ainda vamos jogar boliche hoje à noite?
— Eu disse que vamos.
— E você ainda vai comigo na festa da Sig Tau que vai rolar daqui a algumas semanas, né?
— Você está insinuando que eu não cumpro minhas promessas? Acho isso um pouco ofensivo.
Ele puxou a mangueira de gasolina do tanque da moto e prendeu-a na base.

— Eu só não sei mais o que você vai fazer.

Belo Desastre
...

A cada pagina que eu viro, 
sinto meu coração se apertar mais e mais...
Nunca me senti tão assim com um livro...
Não sei explicar... mas é como se eu estivesse vivendo isso... ao menos algumas coisas, e outras penso, queria isso... sabe... é dificil explicar... mas na minha cabeça tudo faz sentindo... e eu realmente me entendo.

E eu fico rindo. De fato tem coisas que eu realmente queria... aos poucos tenho.



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