13 de junho de 2014

Sexta 13







Hoje é sexta 13.
Eu ando tão aérea que nem me lembrei disso.
E eu super gosto de comemorar as coisas.
Mas hoje vamos organizar o dia do chá de terror.
SIM!

E vamos para um conto que eu ouvi quando era nova numa festa com o povo da igreja.

A menina e Figueira
Era uma vez, um senhor viúvo, que tinha uma filha muito bonita, com os cabelos longos e da cor do ouro. Sua mãe em vida, penteava e cuidava dos seus cabelos como se realmente fossem fios de ouro. 
Na vizinhança morava uma moça que queria se casar com o pai da menina e, por isso, fazia-lhe tantos agrados, que ela chegou ao pai e lhe disse: 
- Meu pai, por que você não se casa com a vizinha? Ela é tão boa para mim! Todos os dias quando vou a sua casa, ela me dá pão com mel. 
- Minha filha, quando ela se casar comigo, lhe dará pão com fel. 
Mas a menina não acreditava, e tais agrados a moça lhe fez que o pai acabou se casando com ela. 
Depois do casamento, a madrasta começou a maltratar a menina, castigando-a pela falta mais insignificante. 
O marido tinha no jardim uma enorme figueira, e a pequena era obrigada a vigiá-la o dia todo, para que os passarinhos - seus amigos - não comessem os figos e quando isto acontecia, a madrasta batia-lhe sem piedade. 
Aconteceu, um dia, que os pássaros comeram os figos, e tendo viajado o marido, a madrasta enterrou a menina num capinzal que havia no jardim. 
No dia seguinte, o marido chegou e procurou a filha; a madrasta disse-lhe que havia desaparecido. 
Mais tarde, o jardineiro foi cortar capim para dar ao cavalo e ao passar a foice no capim, ouviu este canto triste e se pôs a escutar: 

Jardineiro de meu pai 
Não me corte os meus cabelos, 
Minha mãe me penteou, minha madrasta me enterrou, 
Pelos figos da figueira que o passarinho bicou. 
Xô passarinho, xô passarinho, da figueira de meu pai. 

Então o jardineiro foi contar ao patrão o que acabara de ouvir. Este foi ao capinzal, mandou o jardineiro passar a foice no capim, e novamente ouviram o canto. 
Reconhecendo a voz da filha, mandou o jardineiro cavar a terra e, encontrando a menina ainda com vida, levou-a para casa. Botou a mulher para fora e não quis mais saber dela ficando só com a filha. 

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